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Maxis é flagrada na mentira. Por ela mesma.

Mais um capítulo na novela chamada SimCity.

Pobre Sr. Sincero... não dá uma dentro...

Pobre Sr. Sincero… não dá uma dentro…

A experiência sofrida que os jogadores tiveram tentando jogar um jogo “pseudo-online” ainda não foi perdoada. Mesmo com a EA distribuindo jogos de graça para quem comprou SimCity, o pessoal ainda não engoliu esse sapo.

Logicamente, não faltam desculpas por parte da EA, e também da Maxis. Numa entrevista recente para o site Polygon, Lucy Bradshaw, da Maxis explicou:

“Da forma como o jogo trabalha, nós descarregamos uma quantidade significativa de cálculos em nossos servidores para que o processamento fique fora do PC local e seja movido para a nuvem. Não seria possível fazer o jogo trabalhar offline sem um grande trabalho de engenharia de nossa equipe.”

Resumindo, ela diz que os cálculos do game acontecem nos servidores, e que seria necessário um trabalho muito grande para que isso acontecesse no PC do jogador, por isso o jogo precisa dos servidores. Todo mundo vinha engolindo essa, acreditando que a Glassbox Engine é dependente da nuvem. Isso até uma fonte da própria Maxis desmentir tudo. O cara falou ao site Rock, Paper, Shotgun e desmentiu essa história:

“Os servidores não executam nenhum tipo de cálculo usado para simular a cidade em que você está jogando. Eles ainda funcionam como servidores, fazendo alguns processamentos para direcionar as mensagens de vários tipos entre jogadores e cidades. Além disso, eles estão armazenando os saves, fazendo a interface com o Origin e tudo mais. Mas para o jogo propriamente dito? Não, eles não fazem nada. Eu não faço ideia do por que estão alegando o contrário. É possível que Bradshaw não tenha entendido ou estivesse mal informada, fora isso eu não imagino o que seja.”

E agora, qual será a resposta da Maxis ou da EA?

Talvez um pouco de transparência e sinceridade não faça mal a ninguém, não é mesmo?

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Servidores de SimCity offline. E ninguém pode jogar. Nem sozinho.

Recentemente foi lançado o novo SimCity. O único problema que os jogadores estão encontrando é que eles não conseguem jogar.

A EA implantou no jogo um sistema que já vem sendo usado há algum tempo em outros jogos, por mais de uma empresa, e que NUNCA caiu nas graças do público: o Always-On DRM.

O que é o Always-On DRM?

Diablo III e o Always-On DRM

DRM, caro leitor, significa “Digital Rights Management”, que é um sistema que gerencia direitos autorais digitais. Ele determina se uma mídia é legal ou não, podendo permitir ou proibir a execução da mesma. Por exemplo, músicas com DRM que só permitem que sejam reproduzidas no dispositivo onde foram compradas. No caso do Always-On DRM, ele trabalha através do reconhecimento online. Você abre o jogo, o jogo se conecta aos servidores, e aí, através do sistema de DRM o servidor define se o jogo é original ou não, e permite (ou não) que o game seja executado.

Se você é capaz de concluir que 1 + 1 = 2, então você conseguiu concluir que, sempre que o jogador quiser jogar, ele vai precisar de uma conexão com a internet. Mesmo em jogos single player, sem modo online, o jogador precisa de uma conexão com a internet para poder jogar.

Ruim, né? Mas pode piorar!

A cagada

Como eu falei, esse tipo de controle para enfrentar o problema da pirataria exige a conexão constante com a internet. Agora, vamos desconsiderar os casos em que o jogador pode estar sem internet, como numa viagem, ou na falta de energia elétrica, e considerar que ele tem uma conexão decente e funcionando. E se o problema estiver com os servidores do jogo? Bem, vai dar o mesmo problema, e é justamente o que está acontecendo com SimCity.

O pessoal comprou o jogo, que era muito aguardado, e com tanta gente querendo jogar ao mesmo tempo, o óbvio aconteceu: os servidores da EA pediram penico.
Agora os jogadores estão revoltados com a EA, revoltados com o sistema de DRM usado (algo que deveriam ter pensado antes de comprar o jogo), tem gente já pedindo reembolso (nem todos com sucesso, como na imagem abaixo), enquanto a EA se desdobra para conseguir resolver o sistema, postando atualizações frequentemente no fórum oficial para manter os jogadores atualizados sobre o andamento da manutenção.

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Clique na imagem para ver no tamanho adequado

A solução adotada pela EA é a instalação de novos servidores, mas temporariamente, de acordo com este post no fórum oficial, para que o pessoal possa jogar, eles estão desabilitando algumas funcionalidades do jogo que não vão afetar a experiência principal do game, como leaderboards, conquistas e filtros de região.

E olha que o jogo ainda nem foi lançado em todos os países.

Outro problema com esse tipo de DRM, além do que aconteceu com o SimCity, é o problema citado por Joey Davidson em seu post no TechnoBuffalo. Joey fala de alguns jogos antigos que tiveram seus servidores de multiplayer desligados. Isso normalmente ocorre com jogos esportivos, principalmente os de futebol, que tem um jogo para cada ano. Em 2012, por exemplo, já não dava mais para jogar PES 2010 online.

E quando, dentro de alguns anos, a EA decidir que não é mais viável manter os servidores de SimCity online? Nesse caso, os jogadores poderão dar adeus ao jogo, pois ele não vai funcionar mais, a menos que algum tipo de crack seja desenvolvido até lá, ou a EA tenha a decência de disponibilizar um patch oficial para o jogo que elimina a necessidade desse sistema. Mas não podemos contar muito com a decência de empresas que usam um sistema desses, que só prejudica os jogadores que compram o jogo original, já que quem piratear o jogo já vai ter um método de fazer o jogo rodar independente dos servidores.

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