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O Final da Batalha

Artigo escrito por Henrique exclusivamente para o TechnoDOMINATOR.

Ontem, dia 12 de março, chegou aos PC’s e ao XBox 360 (para assinantes Premium) o DLC End Game, última expansão do renomado Battlefield 3. Esse DLC traz novos veículos, assignments, dog tags, mapas, camuflagens e uma nova pistola.

Lembrando que o DLC já está disponível para os assinantes Premium no PS3 desde o último dia 5, chegou ontem aos assinantes Premium no PC e XBox 360, e chega aos não assinantes no dia 19 de março no PS3 e no dia 26 de março no PC e XBox 360.

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EA quer arrancar mais dinheiro de você, e ainda diz que você gosta

Conhecem o termo “Pay to Win“, também conhecido como P2W? É muito usado na comunidade de jogadores online para se referir a jogos onde quem gasta dinheiro real dentro do jogo tem mais vantagens. Isso é muito frequente, especialmente em jogos F2P (Free to play). O jogador pode jogar de graça, mas a cash shop está lá, vendendo itens que aumentam a experiência do jogador, permitem um teletransporte, aumentam as chances de um upgrade de equipamento ser bem sucedido, e até alguns itens que aumentam os atributos do jogador. É difícil para um jogo fazer com que a loja não cause um grande desequilíbrio entre os jogadores que fazem tudo com esforço e os que gastam US$300.00 por mês em itens.

Bem, a EA está cagando para o seu senso de esforço. Claramente visando apenas lucros, o chefe do setor financeiro da EA, Blake Jorgensen, diz que o mercado de games está “quebrado em dois pedaços”, e que o maior deles é o de microtransações. Para quem não sabe, microtransações são aquelas compras feitas dentro dos games, muito comum em jogos para smartphones e tablets, como aqueles jogos que oferecem a compra de moedas para adquirir itens no jogo, ou até itens sem os quais o jogador não consegue prosseguir no game, ou tenha que esperar muito tempo para poder prosseguir.

Blake ainda vai além:

“(…) Estamos colocando em todos os nossos jogos a possibilidade de pagar por coisas pelo caminho, seja para conseguir um nível mais alto, comprar um novo personagem, comprar um caminhão, uma arma, o que quer que seja. E os consumidores estão gostando e adotando esse modelo de negócio.”

Alguns games da empresa já permitem algumas microtransações, como Mass Effect 3, que permite que o jogador compre com dinheiro real um pacote de armas com alguma chance de dropar a arma que ele realmente quer. O que vem é aleatório.

A EA só esqueceu um detalhe: esse modelo de negócios rende muito em jogos gratuitos. Também rende até em alguns jogos mobile, que custam pouco. Mas, pagar R$200,00 por um jogo e ainda desembolsar algum para conseguir itens dentro do jogo? DLC’s não são o suficiente?

Até agora a maioria das pessoas se mostrou contra esses comentários de Blake Jorgensen, criticando além das microtransações, os DLC’s que são lançados no mesmo dia que o game (ou seja, conteúdo que já poderia fazer parte do jogo), e também DLC’s que já estão no próprio disco, e o jogador apenas paga por um unlocker que habilita esses conteúdos, como a Capcom fez com o Street Fighter x Tekken, por exemplo. Baseado nisso, eu poderia dizer que esse modelo de negócios que a EA quer implementar, espremer os jogadores para tirar deles até o último centavo, será um grande fracasso. Porém, assim que sair o próximo game top da EA, os jogadores pagarão por qualquer vantagem que for oferecida dentro do jogo.

Só espero que esse modelo de negócio não prospere a ponto de se espalhar para todos os games, caso contrário a diversão do modo online será proporcional à quanto dinheiro você gasta.

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