There Came an Echo, o game totalmente comandado por voz

Na geração atual de games, vimos que as empresas quiseram tornar os games mais interativos. Somente apertar botões não era mais suficiente. O jogador precisava se movimentar, interagir fisicamente com o jogo, fazer gestos. Essa tentativa pegou bem para os jogos mais casuais, mas não foi muito longe com games mais complexos. Mas aina existem outras opções de interatividade a serem exploradas, e uma delas é a interação por meio da voz.

Bem, é exatamente isso que a Iridium Studios pretende fazer no game There Came an Echo. Trata-se de um RTS que pode ser comandado totalmente por comandos de voz. O jogo coloca o gamer como o comandante de uma unidade num campo de batalha onde existe um objetivo a ser atingido. O jogador utiliza comandos de voz para dar instruções às suas unidades, em conjunto ou de forma individual. Existe uma lista de comandos pré definidos, porém os comandos são totalmente customizáveis, o que quer dize que ao invés de usar o comando “abrir fogo!”, ele pode alterar esse comando para “manda bala!” ou algum outro comando.
Outra coisa interessante é que o game suporta o Kinect, e quem usá-lo tem um pequeno bônus: o jogador pode levar a mão ao ouvido na hora de dar um comando, como se tivesse um ponto eletrônico no ouvido. O jogo reconhece o gesto e ajusta o áudio do jogo para ajudar no reconhecimento de voz.

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O game trabalhará com um dicionário limitado a poucas centenas de palavras, o que ajuda a melhorar o reconhecimento de voz, já que o game não precisa diferenciar muitas palavras.

O game também vai interagir com o jogador. As unidades podem reportar uma situação, como por exemplo, sua unidade informa que tem um inimigo na mira e pergunta se pode atirar, ou informa que existe uma unidade amiga sob ataque e pergunta se deve dar suporte à mesma, cabendo ao jogador confirmar ou negar a ordem. Para os que não se sentirem confortáveis com os comandos por voz, o game também aceitará comandos por um gamepad, ou teclado e mouse. O ponto negativo até agora, é que não haverá modo multiplayer, já que isso aumentaria muito o período de desenvolvimento.

Mas não se trata apenas de batalhas contra o computador. Existe uma história de background, que se passa num futuro não muito distante, com tecnologias como armas de energia e campos de força . As unidades controladas pelo jogador também terão alguma ligação entre si. O personagem principal será Corrin, interpretado por Wil Wheaton, que pretende descobrir quem está atrás dele ao mesmo tempo que protege sua grande criação.

O projeto já está no Kickstarter e tem a meta de US$90,000, que devem ser usados para contratar um modelador 3D e um diretor de arte por aproximadamente 14 meses. A previsão é de que o game seja lançado na metade de 2014 no Steam, sem precisar passar pelo Greenlight, o que já foi confirmado pela equipe. Até o momento foram arrecadados pouco mais de US$21,000.

Com a nova geração de consoles vindo aí,podemos esperar mais games com esse tipo de interatividade.

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